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Jovens se unem no mundo pelo meio ambiente

Jovens se unem no mundo pelo meio ambiente

Jovens se unem em todo o mundo para protestar e defender ações em defesa do clima e da proteção ambliental do planeta.

Milhares de estudantes, de diversos países e continentes, se uniram para participar, na última sexta-feira (20) de um dia mundial de manifestações sobre a importância de agir contra as mudanças climáticas. Esta é considerada a maior mobilização de todos os tempos para protestar contra crimes ambientais e conscientizar adultos e governantes sobre a necessidade de ações concretas para preservar e salvar o planeta.

Alunos de grandes cidades como Sydney, Manila, Mumbai, Seul, Bruxelas, São Francisco, Los Angeles e São Paulo responderam à convocação da jovem ativista sueca Greta Thunberg, que participou do protesto em Nova York. Eles trocaram as salas de aula pelas ruas, em uma greve escolar simbólica de alerta sobre as mudanças climáticas e a necessidade de preservação ambiental imediata.

Os protestos começaram na Ásia e na região do Pacífico, e continuaram na África e Europa – passando por Paris, Londres e Berlim – até chegarem aos Estados Unidos, com manifestações também em outros países.

ENTUSIASMO – Greta Thunberg está encantada com os resultados concretos do seu movimento “Fridays for Future”, lançado por ela no ano passado no parlamento sueco para exigir ações dos governantes para reduzir o aquecimento do planeta. Milhões de pessoas se sentiram convocadas, em diversas partes do mundo. “Os números são incríveis, quando você vê as imagens, é difícil de acreditar”, disse a ativista na sexta-feira à AFP na prefeitura de Nova York, antes de partir para a marcha. “Espero que seja um ponto de inflexão para a sociedade, que mostre quantas pessoas estão envolvidas, quantas pessoas estão pressionando os líderes, especialmente antes da cúpula climática da ONU”, acrescentou. As mobilizações desta sexta preparam o caminho para uma semana de evento.

MANIFESTAÇÕES NO MUNDOI – Os estudantes de Vanuatu, nas Ilhas Salomão, foram os primeiros a sair às ruas. Em Tóquio, quase 3.000 pessoas protestaram de maneira pacífica. “O que nós queremos? Justiça climática! Quando queremos? Agora!”, gritaram os participantes. Na Indonésia, milhares de pessoas aderiram à convocação. O país é palco de incêndios florestais, que provocaram uma grande nuvem de fumaça tóxica nos últimos dias. Na África do Sul, 500 pessoas protestaram em Johannesburgo. “Estamos em apuros”. Na Europa, 15.000 pessoas compareceram a uma manifestação em Bruxelas, enquanto na Alemanha, onde os ecologistas têm um forte peso eleitoral, ativistas bloquearam o trânsito no centro de Frankfurt. Em Berlim, o principal evento começou no emblemático Portão de Brandeburgo. Houve milhares no Reino Unido, e em Paris se manifestaram pouco menos de 10.000 pessoas. Jeannette, de 12 anos, estava acompanhada do pai, Fabrice. “É meu aniversário e pedi para vir. A situação me deixa triste. Estamos em apuros e estamos fazendo tudo errado”, disse. As manifestações também foram importantes em Nova Délhi, Mumbai e Manila.
“Muita gente aqui já sente os efeitos do aquecimento do planeta”, indicaram os manifestantes, citando como exemplo os tufões. Várias empresas encorajaram os jovens a participar dos protestos e disseram que farão sua parte. O máximo responsável da Amazon, Jeff Bezos, se comprometeu a atingir a neutralidade de carbono até 2040, e chamou outras pessoas a fazerem o mesmo. A chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu ao menos 100 bilhões de euros para 2030 visando enfrentar as emissões nos setores energético e industrial, promover os automóveis elétricos e incentivar o uso do trem no lugar do avião. Na próxima segunda-feira (23), o secretário-geral da ONU, António Guterres, preside uma reunião de emergência, na qual pretende solicitar aos líderes mundiais que fortaleçam e ampliem os compromissos adotados em 2015 no Acordo de Paris. De acordo com as últimas estimativas publicadas pela ONU, para se ter alguma chance de conter o aquecimento global em 1,5ºC acima da temperatura média do século XIX, o mundo teria de zerar as emissões de carbono até 2050.

AVENIDA PAULISTA – A avenida Paulista, em São Paulo, recebeu milhares de jovens e adulttos que se manifestara contra o descaso com o meio ambiente. A mobilização começou aproximadamente às 16h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Com cartazes em português e inglês, os presentes levantaram faixas com o nome do movimento e com frases que se referiam a ganância pelo dinheiro sobreposta a valorização e cuidado da natureza – principalmente no caso das queimadas na Amazônia, outro tema abordado pelos manifestantes.